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Da Expectativa

Quase um ano atrás: Dezembro de 2019.

O parto foi difícil e eu esperava mais fácil.
Amamentar foi incrivelmente fácil e eu esperava extremamente difícil, até impossível.
A noite foi incrível e eu esperava tumultuada.
A recuperação do corpo é complexa e lenta e eu esperava simples e rápida.
A ausência da barriga imensa é uma das maiores alegrias da minha vida, e eu esperava saudade.
O puerpério começou doce e grato, e cheio de lágrimas, e eu esperava as lágrimas, mas as que imaginei seriam de desespero, não de felicidade.
Um mergulho em mim. Um olhar para quem fiz e me ver recém-nascida, e olhar para mim e me ver mais forte do que me imaginava, e olhar para ele e ver quem ainda não conheço mas já é um companheiro.
As regras que me ensinaram, notar que não sei executá-las. Que algumas não funcionam para mim. Que algumas pareciam difíceis e foram fáceis.
Avessos, conflitos, refúgios, afetos.
Tudo isso é imensidão desconhecida impressionante que imaginei ser a maternidade.

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