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Coracão Agradecido!


Amades, só preciso fortemente agradecer.
Não é fácil criar um projeto novo.
As idéias sim, vão e vêm, e num ano tão imprevisível como este, em que a arte foi muitas vezes nosso ponto de segurança emocional, nossa boia para não afundar, deu vontade de cantar e tocar tudo o que pudesse existir que parecesse dar o mínimo de conforto, a todas as pessoas.
O encontro com a obra de Gonzaguinha foi por acaso.
Na minha sequência de lives de cura, em Julho no Youtube, pensei fazer alguns especiais com compositores que me fazem sarar.
Logo pensei Paulinho da Viola (minha terapia) e o moleque Gonzaguinha (meu abridor-de-coração).
Eu, quando era adolescente, tinha um CD de escutar na estrada, que eu mesma gravei com canções variadas, e ele me fazia esquecer todos os problemas e sorrir sozinha ouvindo meu discman (sim, sou dessa época). A primeira canção era Corrida de Jangada, de Têtes Raides e Capinam, na voz da Elis Regina, que eu colocava assim que a viagem começava (“Meu mestre deu a partida, é hora, vamos embora, nas ondas do litoral vamos embora!”). A segunda ou terceira era Eu Nem Ligo. Aquele Gonzaguinha que não esquentava a cabeça e ia com força nas coisas que devia fazer era meu mestre.
E ainda é.
Quando pensei em criar um show e gravar um disco, primeiro me perguntei se havia repertório suficiente dentro do meu conhecimento.
Comecei a fazer a lista e não parava mais!
Aí ouvi Com a Perna No Mundo, só para checar se eu sabia a letra, e não sabia: fui cantar no quarto estudando e chorei e chorei. “Diz lá pra Dina que eu volto!” Essa ode de amor à sua madrinha, quase mãe, pois a Dina foi quem criou nosso artista, quebrou meu coração de mãe novinha.
Meu bebê estava com 8 meses, e eu tendo que estudar quando ele dormia, à noite, já exausta, depois de amamentar e jantar (dá mais sono do que nadar o dia inteiro!).
Mas Gonzaguinha nunca me cansou. Só devolvia o fôlego.
Inesquecíveis passeios com o Lampião à noite ouvindo aquelas canções. Inesquecíveis passeios sozinha estudando esse repertório.
Afeto e Luta nasceu finalmente, de parto normal sem desespero, sexta passada, dia 4 de dezembro, com um time dos sonhos me apoiando.
E a ajuda de vocês.
Já quero agradecer a todos que colaboraram com a campanha de financiamento coletivo:
Valnei Santos
José Roberto Jr
Larissa Caldin
Lara Kadocsa
Gerlany Dias
Maura Matiuzzi
Carol Venciguerra
José Donizetti Jr
André Luiz
Tereniak
Claudio Queiroz
Joao Garrido
Wagner Oliveira Braga
Diana Pio Monteiro
Glauco Lima
Arquimedes Diniz
André Tereniak

Graças a vocês o disco já será mais fantástico do que eu conseguiria sozinha!
Afeto e Luta para todos sempre! Até que só sobre afeto!
Em breve mais causos sobre a produção desse álbum, de direito à fantasia e melhorar a realidade.

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